Tudo é propaganda, a internet está concentrada nas mãos de apenas uma dúzia de sites, e mais da metade de todo tráfego online atualmente é feito por robôs. E talvez essas sejam as melhores notícias dos últimos tempos em relação à World Wide Web.
Tudo é propaganda, a internet está concentrada nas mãos de apenas uma dúzia de sites, e mais da metade de todo tráfego online atualmente é feito por robôs. E talvez essas sejam as melhores notícias dos últimos tempos em relação à World Wide Web.
Pirataria: “é a violação da propriedade intelectual a partir da reprodução (cópia), da distribuição, da comercialização ou do uso de um determinado bem ou produto sem a expressa autorização”, definição disponível no site Brasil Escola
Pirataria também é algo objetivamente bom.
Mas acredito que a melhor forma de se montar meu argumento, é primeiro evidenciando as falhas lógicas nas afirmações da suposta imoralidade e deserviço à inúmeros grupos realacionados ao ato de pirataria. Começando por:
Antes de qualquer coisa, quero deixar claro que eu não sou um filósofo, nem tenho autoridade superior a de nenhuma outra pessoa no que se trata viver, e esse post está cheio de anedotas no sentido de falácia lógica, e também achismos. Então, sinta-se livre para discordar do que eu tenho para dizer aqui, mas não espere um tratamento diferente.
Dito isso, você leu o título: viver é ser odiado.
Quando falamos de “propaganda política”, já logo nos vêm a mente velhos cartazes de guerra ou filmes que separam muito rigorosamente os mocinhos dos vilões, o país X do país Y, mas a verdade é que essa é uma forma muito reducionista de se compreender essa industria. Para começo de conversa, ela não entra em períodos de hibernação em tempos de paz, e volta a ativa em tempos de guerra. E o mais importante para esse post, ela não apenas gira em torno de conflitos armados internacionais.
Por exemplo, você sabia que a França, país líder em turismo, investe cerca de 18.7 bilhões de euros (cerca de 109,9 bilhões de reais no presente) nessa área anualmente? Ou que esse país conseguiu cravar uma imagem tão marcante no imaginário mundial, que existe até um fenômeno categorizado pela decepção extrema que alguns turistas sentem ao explorar o país pela primeira vez e perceberem que ele é só um Estado normal?
E é claro, às vezes, a propaganda pode não ser tão inocente quanto simplesmente fazer todo mundo pensar que um país é o mais bonito do mundo. Às vezes, ela serve também para fazer você pensar que seu pais é o mais feio do mundo.
Nessa postagem, eu vou abordar algumas dessas propagandas que já se tornaram “conhecimento comum”, e espero esclarecer o porquê delas não fazerem realmente muito sentido.
Começando por:
Daqui a quinhentos anos, o que será que historiadores discutirão sobre nossa era? Muito provavelmente guerras, descobertas, e outros eventos marcantes. Dito isso, a grande maior parte das pessoas não passa a grande maior parte do seu tempo guerreando ou revolucionando a ciência ou as artes, correto? Não seria estranho dizer, até, que fazemos as coisas importantes, nosso trabalho, nossa revolução, a fim de termos tempo e recursos para aproveitar as coisas “não importantes”, o lazer.
E na verdade, eu argumentaria ainda que o lazer não é apenas uma coisa “extra” ou uma “pausa” em nossas vidas a fim de logo voltar a trabalhar e produzir, a “viver de verdade,” mas sim um dos maiores símbolos do que é ser humano em si, e eu falo isso no sentido de “compreensivo e bondoso,” segundo o dicionário online de português. O lazer para guerras, conecta pessoas de lados opostos do mundo, e é claro, é um motivador forte para continuar a trabalhar duro e fazer todas aquelas invenções e descobertas.
Mas você já se perguntou o que os povos indígenas das Américas, há quinhentos anos, faziam quando voltavam para casa depois de um longo dia no campo? Sobre o que eles conversavam enquanto esperando a chuva passar debaixo de uma árvore? Como entretinham seus amigos, convidados e a si mesmos em suas casas?
Bem, eu espero responder ao menos algumas dessas questões.
Bárbaros cruéis e sanguinolentos sem apreço pela vida humana, pagãos idólatras da morte e do sofrimento que viviam na idade da pedra, tão burros que sequer haviam ainda descoberto a roda. Ainda que seres humanos, geneticamente falando, sua cultura, se é que podia ser chamada assim, era tão indescritivelmente bestial, que em espírito eles não eram melhores que animais. Esses eram os astecas...
Bem, os astecas segundo o que é tradicionalmente ensinado em escolas, alguns cursos de faculdade, e no YouTube (inclusive por historiadores bastante respeitados). Mas eu gostaria de desafiar um pouco esse ponto de vista, e se possível, e você, espectador, mantiver uma boa-fé enquanto lendo esse post e julgar os argumentos que vou apresentar racionalmente e sem preconceitos, eu espero também poder mudar pelo menos algumas opiniões quanto a esse povo.
“Por Dentro da Machosfera” é um documentário muito interessante sobre influenciadores redpills, que levanta bons pontos a serem discutidos sobre masculinidade, e principalmente pontos a serem criticados sobre a masculinidade “tradicional”.
“Ninguém hoje em dia quer mais saber de ler, só de ficar no celular!”, dizem. Mas quando alguém demonstra interesse em qualquer literatura que não seja clássica, esses reclamões são os primeiros a atirarem pedras.
Não importa o quanto você sofreu, isso não te torna inerentemente uma pessoa boa ou merecedora de qualquer coisa. Na verdade, o orgulho que tantos brasileiros têm por trabalharem 12 horas por dia, ou por nunca pegarem folga, ou por estudarem na hora de dormir não é digno de nada além de pena.
“[...]Você tem acesso aos maiores mercados logo de cara. Quando você pensa na sua carreira dos sonhos, o primeiro passo para quase todos ocidentais é pensar “mas se se eu falhar? As pessoas vão tirar sarro de mim”, mas para todas as outras pessoas, a primeira coisa que eles tem de fazer é aprender uma língua completamente diferente até a fluência, e então se mudar para outro país.”
-Do canal do YouTube, “Casually Explained”.
“Se você não gostou de X-coisa, é porque você não entendeu” é um dos argumentos mais comuns de se ouvir na internet, e também um dos mais intelectualmente deficientes que se pode ouvir, atrás apenas de “se não gostou, faz melhor”.
Inteligências Artificiais generativas vêm invadindo mais e mais meu espaço de trabalho.
Devemos SIM julgar figuras históricas. Ou pelo menos algumas delas.
“As outras pessoas são idiotas demais para gostar de arquitetura/arte contemporânea” é um discurso nem tão incomum assim por parte de alguns, mas eu não poderia discordar mais desse tipo de afirmação.
Não existe “dinheiro fácil”, e todos aqueles que prometem isso, sem exceção, estão tentando passar a perna em alguém de uma forma ou de outra.
"Best Seller” é um título vazio, e apenas mais uma forma de propaganda.
“Homem performático” é um termo que tem ficado popular recentemente, aplicado a homens que adotam a comportamentos e visuais que não necessariamente condizem com seus verdadeiros interesses a fim de atrair atenção (feminina, principalmente). E enquanto eu acredito que essa a onda de “denúncias” é valida até certo ponto, também acho que a rejeição a alguns desses estereótipos tenha origens em ideias machistas.