Antes de qualquer coisa, quero deixar claro que eu não sou um filósofo, nem tenho autoridade superior a de nenhuma outra pessoa no que se trata viver, e esse post está cheio de anedotas no sentido de falácia lógica, e também achismos. Então, sinta-se livre para discordar do que eu tenho para dizer aqui, mas não espere um tratamento diferente.
“World building” ou “construção de mundo”, segundo a Wikipédia, é “o processo de construção de um mundo imaginário, muitas vezes associado a todo um universo fictício.” Para o público consumidor, o termo também é frequentemente usado alternadamente com “lore” ou a “história do mundo”. Se você tem o menor interesse em contar histórias, você provavelmente já ouviu o termo antes.
E se esse é o caso, você provavelmente também já se deparou com vários canais do YouTube, Subreddits, artigos, e até cursos inteiros e muito mais sobre o tópico; conteúdo com títulos parecidos com “como nomear seus países,” ou “como criar línguas imaginárias,” ou “geografia para world building,” ou ainda coisas muito mais nichadas como “porquê reptilianos DEVEM/NÃO DEVEM ter peitos.”
E tudo isso é muito bacana e divertido é claro, tanto para os fãs da obra quanto para seus autores, mas...
De pontos positivos: eu gostei dos visuais puxados para o steampunk, onde os heróis têm várias bugigangas e equipamentos ultra-especializados para caçar as bruxas; o gore foi uma surpresa positiva, eu tinha certeza que esse seria um filme com no máximo um sanguinho no canto da boca dos vilões, mas não, temos desmembramentos brutais, e até crianças morrendo aqui, o que é bem legal; e as cenas de ação são bastante divertidas também.
A visual novel Tsukihime (a original, de 2000), tem aproximadamente 500.000 palavras, segundo o site JPDB; equivalente a, aproximadamente, os dois primeiros livros de Mistborn, combinados.
E há tanto o que se discutir sobre esse jogo, que eu poderia muito bem escrever um número de palavras similar a esse só para essa review, mas eu vou tentar ser breve, e manter isso livre de spoilers.
Dito isso, vamos direto à resenha, começando pelo...
“Alan Wake” é um dos meus jogos favoritos, ele se destaca muito facilmente em música, visual, enredo e personagens, mas eu não acho que qualquer uma dessas afirmações é muito original ou interessante por si só. Por isso mesmo, esse vídeo é sobre “Alan Wake's American Nightmare”, o spin-off nem tão queridinho assim do público... mas que eu ainda amo.
Guerra Mundial Z: aquele filme de zumbi que todo mundo fala que foi transformado por Hollywood em propaganda sionista, porque, afinal, o livro é muito diferente...
E realmente, o livro é muito diferente. É muito pior!
Quando falamos de “propaganda política”, já logo nos vêm a mente velhos cartazes de guerra ou filmes que separam muito rigorosamente os mocinhos dos vilões, o país X do país Y, mas a verdade é que essa é uma forma muito reducionista de se compreender essa industria. Para começo de conversa, ela não entra em períodos de hibernação em tempos de paz, e volta a ativa em tempos de guerra. E o mais importante para esse post, ela não apenas gira em torno de conflitos armados internacionais.
Por exemplo, você sabia que a França, país líder em turismo, investe cerca de 18.7 bilhões de euros (cerca de 109,9 bilhões de reais no presente) nessa área anualmente? Ou que esse país conseguiu cravar uma imagem tão marcante no imaginário mundial, que existe até um fenômeno categorizado pela decepção extrema que alguns turistas sentem ao explorar o país pela primeira vez e perceberem que ele é só um Estado normal?
E é claro, às vezes, a propaganda pode não ser tão inocente quanto simplesmente fazer todo mundo pensar que um país é o mais bonito do mundo. Às vezes, ela serve também para fazer você pensar que seu pais é o mais feio do mundo.
Nessa postagem, eu vou abordar algumas dessas propagandas que já se tornaram “conhecimento comum”, e espero esclarecer o porquê delas não fazerem realmente muito sentido.