quarta-feira, 29 de julho de 2026

Adrenalina (2006), Inteligentemente Estupido

Adrenalina, de 2006, é um filme de ação no qual o protagonista é aplaudido em praça pública enquanto transa com sua mulher, um filme no qual o protagonista “concerta” a própria perna quebrada com pregos de construção... em outras palavras, é um filme que coloca o entretenimento em primeiro lugar, e deixa qualquer reflexão ou realismo em segundo, terceiro, ou quarto plano.

Foi isso que eu pensei até a reta final do filme, quando o protagonista tem uma conversa surpreendentemente profunda consigo mesmo. Esse post contém spoilers.

Numa viagem induzida por drogas, o “herói” questiona os próprios atos de violência até então, e ele até tenta evitar a “conversa” desconfortável, mas acaba admitindo ser um viciado em adrenalina sadomasoquista que não participava do mundo do crime apenas por necessidade, como ele disse mais cedo no filme, mas também porque ele realmente gostava disso tudo; mesmo a ideia da própria morte brutal o excita. E não dá outra: ele mata seus inimigos, e no fim morre de forma extravagante. O homem que viveu uma vida violenta em busca de adrenalina morreu uma morte violenta e cheia de adrenalina.

E não é assim com todo mundo?

Você morre como vive. Essa é a mensagem que eu tirei do filme.

As pessoas só podem morrer no presente, então a menos que você esteja ok com a ideia de morrer como sua versão atual, não deixe mudanças para o futuro.

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