O jogo tem um ar mais leve e descolado, mas não é necessariamente exagerado. No quesito história, eu achei bastante morno, com exceção de (talvez) uma futura vilã, e gostei de uma única personagem secundária. Mas o gameplay definitivamente carrega muito da experiência, e é mais satisfatório do que nunca destruir os zumbis que cruzam seu caminho.
Dito isso, quando analisamos a história do desenvolvimento do game, tudo faz muito mais sentido. Inicialmente, o estúdio “Techland”, que desenvolveu o primeiro jogo, faria esse também, mas houveram “diferenças criativas” e a tarefa foi passada para o estúdio “Yager”, mas depois de falharem em cumprir para com exigências tão vagas que nem a própria Quick Silver (publisher/”dona” de Dead Island) sabia defini-las, o estúdio Sumo assumiu o projeto, e eventualmente o estúdio Dambuster.
Sabendo que o Techland abandonou a saga Dead Island para trabalhar na Dying Light (que foi um imenço sucesso), e tendo experienciado um jogo que não é muito engraçado nem muito sério, nem muito assustador nem muito dinâmico, eu acredito que a Quick Silver não fazia ideia para qual direção levar a franquia, e deve ter sido extremamente difícil trabalhar com ela. Digo, o trailer do primeiro game foi tão dramático e pesado que a Lionsgate Studio quis fazer um filme sobre, e o primeiro trailer do segundo game tinha o Black Jack fazendo piadinhas nele... e ele nem apareceu na versão final do game.
Eu não tenho dúvidas de que o estúdio Dambuster fez milagre para que esse jogo fosse lançado, e no fim das contas, enquanto não é uma obra-prima digna de 12 anos de espera, ele é divertido o suficiente.
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