“Dark fantasy”, ou “fantasia sombria”, é um gênero de ficção que eu gosto muito, e dentro desse meio é bastante comum ouvir as pessoas elogiando e incentivando a criação de personagens moralmente ambíguos. E, de fato, eles se encaixam melhor nesses cenários do que personalidades idealizadas e estereotipadamente mais heroicas... Porém, eu acho que algumas pessoas não sabem o que realmente significam termos como “moralmente ambíguo”, ou “personagem cinza”, ou “anti herói”.
Indo direto ao ponto, se o seu personagem é um estuprador ou
um assassino em série sem moral, ele é só um vilão, independentemente se ele
impediu que mundo explodisse ou sei lá. Não apenas porque muitas vezes eles são
forçados a salvar o mundo, como também porque mesmo pessoas muito ruins não
querem morrer, e se o mundo explodir, elas morrem também.
Esses personagens não tem nada de ambíguo, independente de
se eles deram comida para um cachorro de rua no fim do dia, ou algo assim.
E eu não vou dizer que é inadmissível criar ou consumir
histórias sobre vilões, mas é sim errado exibir seus comportamentos monstruosos
como meras peculiaridades de pouca importância, diminuir o peso de seus atos,
passar o pano para o personagem e justifica-lo.
Um anti-herói pode quebrar tabus e ter falhas pessoais, mas
eles são, ainda assim... bem, heróis. No fim do dia, se possível, eles querem
tornar o mundo pelo menos um pouquinho melhor; se não como seu objetivo final,
então como uma consequência de sua jornada, para aqueles mais egoístas. Já
alguém que age somente em benefício próprio, sem se importar com o sofrimento
que causa de forma alguma, é um vilão e um psicopata.
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