Guerra Mundial Z: aquele filme de zumbi que todo mundo fala que foi transformado por Hollywood em propaganda sionista, porque, afinal, o livro é muito diferente...
E realmente, o livro é muito diferente. É muito pior!
Enquanto, sim, o livro aborda muitas questões que não são tipicamente abordadas em histórias de zumbis; como a presença de investidores pilantras criando remédios milagrosos contra a epidemina, que na verdade não faziam nada, ou como ele realmente entrar em detalhes como o exército americano, tão poderoso, pode ter sofrido grandes derrotas para criaturas tão simples; Guerra Mundial Z é principalmente fruto de uma visão de mundo estadunidense tão imperialista, racista e ignorante, que beira ao fanatismo religioso.
E sim, eu uso esse termo de propósito, afinal: é deixado implícito que a epidemia zumbia é algo sobrenatural, ela começou na malvada China comunista, e ela só é contida pela messiânica figura do presidente dos estados unidos, que une seu povo dividido e ensina o resto do ignorante mundo como lidar com a ameaça morta-viva (e políticas regimes capitalistas em suas nações).
Mas essa vibe estranha de “comunismo é coisa do demônio, e os zumbis são os proletários” não é tudo de ruim que há no livro. Alguns outros exemplos da triste visão de mundo do autor são:
l Nelson Mandela convoca, protege e abraça um arquiteto do apartheid.
l O único brasileiro da história é um drogado.
l Cuba é “salva” por estadunidenses que trazem um regime capitalista para a ilha, e todos os nativos amam isso.
l E é claro, os isralenses são genius que entenderam tudo muito rápido e fizeram de tudo para salvar os ignorantes e violentos muçulmanos (e no livro esse plot é muito mais detalhado e extenso).
l E muito mais.
...Então, sim: Hollywood mudou muita coisa na história, mas acredite ou não, o livro é ainda mais preconceituoso.
Nenhum comentário:
Postar um comentário