Eu não acho que a espada “Destino Verde” é uma analogia para um pênis, e não acho que “O Tigre e o Dragão” é uma versão do mito de Prometeus onde uma mulher rouba o “poder secreto dos homens”, diferentemente do que parece ser o discurso dos “cinéfilos” da gringa.
Primeiro, porque enquanto Jen Yu, a “protagonista”, é ajudada por todas as mulheres ao seu redor, ela destrata ou é diretamente violenta e ardilosa com elas; desde sua mestra, ou amiga até atendentes de bares, e suas servas.
Segundo, porque seu “poder roubado”, a espada Destino Verde, foi inútil contra seu dono original, um homem.
E terceiro, porque essa história é baseada em filosofias, história e ideias chineses e não ocidentais! É direta e explicitamente dito para Jen Yu que ser uma guerreira não é ser alguém sem responsabilidades, e isso não é à toa: Jen Yu não luta por ninguém além de si mesma, é por isso que ela não dá duas fodas por seu amante, é por isso que ela trai a própria mestra, é por isso que ela coloca a própria família em perigo.
O ponto inteiro do filme, é que Jen Yu não se importa com família, irmandade, ou qualquer forma de comunidade, e ironicamente, seu poder é todo originado dessas coisas: seu poder como uma nobre vem de sua família, suas técnicas vêm de sua mestra, e sua espada vem de um aliado.
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