Eu não gosto dos livros de Brandon Sanderson.
Antes de tudo, um aviso que não deve impedir nenhum fã alucinado, mas que é prudente fazer mesmo assim: eu não tenho nada contra a pessoa Brandon Sanderson, nem acho que gostar de suas obras torna alguém um ser humano inferior de forma alguma.
Dito isso, eu li Elantris e os três primeiros livros de Mistborn (acredito que hoje em dia é uma série muito maior). E logo de cara, eu achei o mundo dessas histórias muito interessante, a prosa é fluida, os personagens são legais; eu encontrei muita coisa aqui que me agradou, e foi por isso mesmo que eu dei 4 chances para esse autor... Mas todos esses quatro livros falharam exatamente no mesmo ponto: o enredo.
Mais especificamente, a reta final do enredo.
Simplificando muito pesadamente umas 3.000 páginas de livros ou sei lá, todos esses quatro livros seguem a mesma fórmula: um problema muito complicado é apresentado logo de cara, então os personagens passam o livro todo lentamente trabalhando nesse problema e é muito divertido de acompanhar, e então... eles falham, e algum Deus-ex Machina aparece na última página para resolver tudo num passe de mágica (as vezes, literalmente, as vezes na forma de uma epifania, o que para mim é tão ruim quanto).
Honestamente, a impressão que eu tenho é que Brandon Sanderson é um daqueles autores “worldbuilders” que gostam principalmente de construir mundos e culturas, mas não necessariamente histórias, e uma vez que ele explica tudo o que tinham para explicar sobre como seus mundos funcionam, ele acaba com a história de supetão. Também já ouvi alguém falando que seu estilo lembra um pouco a forma como mestres de RPG guiam seus jogos, e acho que faz sentido, uma vez que, assim que as coisas dão errado ele vem com algum elemento mal trabalhado do nada para colocar a história de volta nos trilhos.
E só para reiterar, eu não acho que tem nada de errado em gostar dos livros dele, mas eu acho o endeusamento desse autor um tanto frustrante.
Nenhum comentário:
Postar um comentário