segunda-feira, 11 de maio de 2026

Crítico Durão (Mas Não Necessariamente Inteligente)

Inteligência acadêmica não se traduz em inteligência emocional.

Por si só, essa não é uma declaração muito original, mas enquanto eu não me considero alguém especialmente talentoso em nenhuma das duas, recentemente eu vi alguns vídeos de um certo YouTuber que eu considero alguém relativamente bem versado em crítica literária que esclareceu essa verdade de forma bastante difícil de se assistir.

Eu não vou falar o nome dos envolvidos por motivos óbvios, mas esse crítico é alguém cuja opinião eu considero correta na maioria das vezes; o tipo de pessoa que não tem medo de falar bem ou mal de qualquer obra, independentemente do quão amada ou odiada pelo público ela seja. E alguns meses atrás, ele fez um vídeo onde ele lia as opiniões impopulares dos seus próprios inscritos...

E foi um caos.

Noventa por cento dos inscritos mandaram as opiniões mais populares imagináveis, coisas tipo “na maioria das vezes, flashbacks são chatos” e talz. E esse YouTuber ficou bastante frustrado com isso, naturalmente. Até que ele leu uma opinião impopular de verdade... E ele chamou o inscrito que a enviou de "infantil", "estúpido", e alguém que não sabia "como o mundo funciona de verdade" num vídeo para todos os seus múltiplos milhões de seguidores. Para os curiosos, essa pessoa disse que gostava de ver spoilers dos livros antes de lê-los para ter certeza de que iria  gostar do livro.

Esse não é o primeiro ou último caso desse tipo que vou ver, tenho certeza, mas eu acho que ele é especialmente comum entre esse meio de “críticos durões”, e espero apenas que eu jamais venha a me encaixar nesse estereótipo.

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