Pois bem, se tratando de diversidade em qualquer tipo de obra, existem dois criticismos muito comuns: o primeiro é a falta dela, e o segundo é sua má execução.
E à primeira vista, é um problema simples de se solucionar: só é preciso fazer a inclusão direito... Mas como cada pessoa define esse “direito” pode variar tão imensamente, que hoje em dia existem literalmente consultores especialistas em inclusão para ajudarem artistas com isso.
Por exemplo, eu vi um artista transgênero que servia de consultor para outros artistas desenharem pessoas trans, e ele viu seus aconselhados (mesmo posterior às suas consultas) sendo criticados tanto por criarem personagens que pareciam “muito pouco trans” quanto “cedo demais” em sua transição.
Mas não é uma questão de apenas evitar representação muito baixa ou enaltecida, como também “normal demais”, o que pode ser lido como diminuir a cultura ou luta que essas minorias enfrentam no dia a dia para muita gente; por outro lado, quem é você para falar dessa cultura ou contar essa história de resistência, se você não faz parte dessa minoria?
Pessoalmente, eu sei que a representatividade é algo tão importante quanto dizem, e não me atreveria a dar a "única e verdadeira resposta certa" aqui, mas eu acho interessante pensar que é possível ser tão “woke” pode-se acreditar que é certo criar histórias populadas apenas por homens brancos cis, a depender do autor, sem contradizer ideais sociais.
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