segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Devemos Julgar (Algumas) Figuras Históricas SIM

Devemos SIM julgar figuras históricas. Ou pelo menos algumas delas.

O principal argumento dos “historiadores insentões” é que padrões morais, éticos e o consenso científico mudam com as épocas. Então, por exemplo, você não pode culpar os romanos por envenenarem pessoas com chumbo, porque eles não sabiam que isso era ruim para elas para começo de conversa. Ou como quando pessoas religiosamente sacrificavam voluntários na Dinamarca ou na mesoamérica, pensando que isso era objetivamente o melhor tanto para as pessoas que morriam, quanto para aquelas que sobreviviam. E até aí faz sentido.

Onde esse argumento para de fazer sentido, é quando ele é estendido para coisas que não apenas sempre foram muito claramente detrimentais para outros seres humanos, como também sempre tiveram opositores muito vocais contra tais brutalidades.

É ridículo dizer que a elite colonial é isenta de responsabilidades quando centenas de milhões de pessoas lutaram até a morte para proteger suas terras, dignidade, vida e liberdade, ao mesmo tempo em que críticos brancos contemporâneos já apontavam a brutalidade de seus crimes, por exemplo.

...Outro argumento para não se avaliar as ações de figuras históricas, é aquele de que não é possível mudar o passado, logo isso é “perda de tempo”. Porém, eu não acredito que alguém, pelo menos no Brasil, posse dizer tal coisa em boa-fé, quando atualmente existe uma parcela significativa da sociedade que honestamente clama pela volta do regime militar.

É verdade, podemos não mudar o passado, mas ao recusarmos encará-lo, nós deixamos que o futuro seja escrito por fantasmas desse mesmo passado.

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