Análise COM SPOILERS de “Reality Z”, a série brasileira de zumbis.
Para quem não sabe, a premissa é de que o apocalípse zumbi acontece, e um monte de gente fica presa em uma espécie de BBB/A Fazendo fictício chamado “Olimpo” durante isso. Antes de continuar, também vale a pena apontar que essa temporada tem dois arcos de 5 episódios cada.
No primeiro arco, acompanhamos: a protagonista “fodona”, o bigodinho mulherengo, o bombado covarde, o esquisito isolado, a velha bondosa, a gostosa, a ativista, a burra, e o babaca manipulador (se lembre bem desses papeis). O episódio 1 foi muito divertido! E os próximos 3 nem tanto. E isso porque os personagens são todos babacas insuportáveis, mesmo aqueles que se passam de mocinhos/as no começo. Porém, eu acho que isso é proposital e, honestamente, meio que genial.
Quanto as pessoas dentro do Olimpo, eu não acho que preciso elaborar muito sobre elas, elas estão ali porque são excelentes em criar discórdia, né; traem, brigam, mentem e manipulam uns aos outros o tempo todo. E “babaca manipulador” é o diretor do bando, então se encaixa aí também. Porém, a protagonista é uma menina que vem de fora, e como eu disse antes, ela é a “fodona”. Só que não.
Tudo o que sabemos da personagem de antes do fim do mundo é que ela era uma mocinha toda certinha, mas que recentemente ela rejeitou essa vida, e agora quer ser uma menina má. Ela fuma, come besteiras, grava pornôs, mata as pessoas sem remorso e rouba o homem de outras mulheres... o que apenas agrega à discórdia dentro do Olimpo e eventualmente leva a morte de todo mundo lá dentro.
E enquanto pode parecer que eu odiei a personagem, na verdade eu achei ela extremamente interessante. Afinal, ela era uma “fofa” que queria ser “foda”, mas como a referência dela era, principalmente, os babacas dentro do Olimpo, ela se tornou igual a eles; na verdade, até meio que uma versão cartoonesca deles, com a jaqueta de couro, a irresponsabilidade, e os maus-hábitos. Quase como um protagonista de filme de brucuto dos anos 80.
Por isso, para os primeiros 5 episódios, eu dou uma classificação excelente.
Aí vem o segundo arco, e dessa vez temos: a ativista 2, o bigodinho mulherengo 2, a gostosa 2, o bombado brigão, o babaca manipulador 2, a gostosa 3, o esquisito isolado 2, a velha bondosa 2, e as buchas de canhão. Sim, é um elenco de personagens extremamente semelhante ao primeiro. E sim, o final é idêntico ao do primeiro arco: o elenco bosta não supera as intrigas e se auto-destrói.
Eu até tive esperanças de que as cosias seriam diferentes porque a ativista dessa vez não apenas era uma boa combatente, como também bastante inteligente (foi minha personagem favorita na série inteira), mas no fim das contas ela se recusava a “seguir as regras do jogo”. Enquanto ela fazia sentido, ela não tentava fazer aliados nem realmente virar a mesa, e ficou até o fim apenas xingando os vilões sem tomar alguma atitude realmente relevante. Houve um momento onde ela tentou, de fato, recrutar pessoas para a causa, mas ela falha, seus antagonistas recrutam essas pessoas, e ninguém nunca mais toca no assunto.
Então, enquanto eu também gosto do segundo arco, e acho que tem até uma possível leitura interessante de que rejeitar totalmente engajar com política, por mais que você esteja certo em sua visão de mundo, só te torna fraco, por ser uma quase uma repetição tantinho por tantinho do primeiro arco, eu fiquei mais entediado e diria que é apenas mediano.
Resumindo, independentemente, ambos os arcos são bons, mas em sequência fizeram a série se arrastar um pouco demais para mim. Mesmo assim, é uma tragédia bem legal, e eu amo ver conteúdo de monstros ser produzido no Brasil, eu adoraria se ainda mais séries e filmes de zumbis, alienígenas e outras criaturas fossem feitas aqui.
Nenhum comentário:
Postar um comentário