Afinal, por que gostamos tanto de vilões?
Acredito que se deva ao fato de que, na maioria das vezes, o herói é aquele que mantém o status quo, e como isso se relaciona conosco, como os indivíduos consumidores dessas histórias: por vezes, afinal, sentimos que seguir as regras não vai nos levar a lugar algum, que talvez tenha até nos prejudicado ao longo de nossa trajetória.
Digo, ser honesto em seu currículo, pode prejudicar suas chances de conseguir um emprego; colaborar com a polícia, mesmo que você seja inocente, pode te colocar em maus lençóis; se você nunca piratear nada você vai ir a falência em dois toques; e muitos mais exemplos que você deve bem saber...
Então, quando vemos um personagem desafiando estes pressupostos, é simplesmente catártico. Tanto, na verdade, que é bastante comum que, quando o estabelecimento conte histórias do tipo, bem ciente de sua implicação, um elemento extra é adicionado para associarmos essas ações à “maldade”.
Tipo, o vilão finalmente explodiu a empresa do mau, e foi muito divertido de ver, mas a gente tem que ser lembrado que não deveríamos gostar dele porque o roteiro forçou que, sei lá, um cachorrinho foi pego na explosão e o cruel vilão falou algo como “haha, foda-se”. Aí a mensagem fica algo como: “entenderam, crianças? Não importa se a Nestlé é diretamente responsável pela morte de vários bebês, ou se seu CEO acha que água não deveria ser um direito humano, vocês não deveriam construir essa guilhotina!”
...Mas, será mesmo esse o caso? Digo, ver a empresa do mau explodir foi bem massa!
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