Resenhando meu próprio livro: Guerra à Ruína.
Guerra à Ruína é a história de um conflito mundial num
cenário de alta fantasia steampunk, provocado pela competição por uma nova
fonte de energia mágica; e aqui, nós temos 3 protagonistas:
·
Álex, um jovem e ingênuo mago que sonha em viver
uma aventura;
·
Octávio um político sem escrúpulos que está
disposto a fazer de tudo para alcançar seus objetivos
·
E Azai, um soldado bastante competente que se
concentra apenas em seguir ordens, e deixa esse lance de pensar para seus
superiores.
Agora, começando pelos pontos negativos do livro:
Eu escrevi essa história aos
dezessete/dezoito anos de idade, e isso é bastante evidente no texto, esse é
livro é definitivamente mais longo do que deveria.
Não apenas isso, minha prosa não
era muito refinada ainda, e minha principal referência e inspiração para
escrevê-lo foram as Crônicas de Gelo e Fogo (George R. R. Martin é um autor
milhões de vezes superior a mim hoje em dia, quem dirá naquela época, né),
então por vezes eu descrevi duas, três coisas ao mesmo tempo, e o parágrafo
ficava enorme.
Por outro lado, e agora analisando os pontos fortes do livro:
Eu acho que o cenário é bacana
(cheio de magia, armas de fogo, monstros); eu definitivamente gostaria de ler
uma fantasia sóbria com bastante aventura num mundo steampunk até hoje em dia.
E também, a história é bastante
solida, com começo, meio e fim num único volume (eu cometi muitos erros aqui,
mas prometer escrever uma trilogia no meu primeiro livro não foi um desses), e
o enredo tem bastante reviravoltas, os arcos dos protagonistas se conectam todos
uns com os outros eventualmente, e tudo alcança uma resolução de forma bastante
natural e satisfatória.
Conclusão: meh, é um livro ok, mediano na minha opinião. Se
fosse para eu recomendar um dos meus próprios livros, não seria esse, mas eu
não acho que ele tem falhas tão extremamente severas que eu deveria esconder
essa parte do meu passado, minha origem como escritor (como já tive de fazer
com outros histórias).
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