Capítulo: 3
Azai
Antes do galo cantar, dos primeiros raios de sol surgirem no leste, Azai, o Maioral-Mor do exército namoriano, já tinha levantado-se, arrumado sua cama, banhando-se e vestido seu uniforme, e então, não muito mais tarde, acordava os demais soldados de menor patente do alojamento, seus subordinados, aos berros:
— Acordem, seus vagabundos preguiçosos, arrumem as camas, banhem-se e vão ao refeitório! Tem vinte minutos! — Gritou, saindo do dormitório logo em seguida, cruzando o resto do acampamento em direção ao local onde eram servidas as refeições.
Andando, o Maioral-Mor observava o acampamento, onde mal começara o dia mas já estava a todo vapor. Passou em frente a tantos outros alojamentos, nos quais alguns oficiais ainda gritavam suas ordens, acordando os outros soldados, enquanto, com a deixa dos seus superiores, os Maiorais coordenavam seus companheiros numa série de exercícios em frente aos seus dormitórios, logo em seguida guiando-os em marcha aos chuveiros, de onde seguiam, logo depois, para o refeitório. Carroças e carros-de-boi já transitavam de um lado para o outro, carregando suprimentos e ferramentas. Os vigias nos topos das torres da muralha trocavam de turno, aqueles que ficaram com o longo período da madrugada finalmente tendo um descanso.
Todo aquele acampamento era disposto num retângulo, cercado por uma muralha feita com estacas de madeira de quatro metros de altura, com torres de vigia de seis metros, também de madeira, dispostas em intervalos regulares. Haviam quatorze edificações dentro daquelas muralhas, dispostas paralelas umas as outras, dentre elas, a maioria sendo composta por dormitórios. Além deles, haviam três depósitos de equipamentos, armas e suprimentos, um banho coletivo, uma forja, um alojamento médico, duas estrebarias, e um refeitório.
Empurrando para os lados a lona usada como porta do edifício do refeitório, Azai adiantou-se por entre os longos bancos e mesas de madeira, entrando na fila que já começava a se formar.
— Obrigado. — Agradeceu, como todos os outros, ao receber a bandeja com sua refeição.
Sentando-se numa mesa que aos poucos começava a lotar, o soldado pôs-se a comer. Azai Calian era um homem simples, um humano de quarenta e quatro anos e de aparência bronca. Tinha o nariz largo, que evidentemente já fora quebrado algumas vezes, um corpo avantajado moldado pelos longos anos no exército, e, como um descendente direto dos namorianos de Terra-Solar, a antiga capital do país, seus cabelos e barba (ambos bem aparados) eram negros, sua pele morena e seus olhos verdes.
— Bom dia, senhor Maioral-Mor Azai. — Cumprimentou-lhe Tadeo, sentando- se a sua frente. Tadeo era seu amigo e companheiro militar de longa data, um Maioral (soldado de patente imediatamente inferior a de Azai), um homem de pele e cabelo escuros, com uma medonha cicatriz desfigurando-lhe a bochecha esquerda. Era um tigromem. Suas pernas eram arqueadas e peludas como as de um felino (assim como os sátiros, esta espécie tendo certa dificuldade com calças), possuía um longo rabo e orelhas largas e pontudas, ambos também peludos, enquanto suas pupilas eram verticais, brilhantes em seus olhos. — Sopa e pão de novo? — Comentou, suspirando desanimado. — Achei que ao entrar no exército eu, pelo menos, comeria melhor.
— Bom dia senhor Maioral Tadeo. — Respondeu Azai, sorrindo ao continuar:
— Devia estar agradecendo aos Deuses e as Santas, afinal podia ser pior. Podia ser a comida da sua mulher.
— Graças aos Deuses e as Santas que temos esse pão e essa sopa! — Concordou um outro soldado, um subordinado de Azai, juntando-se aos dois, assim os espaços vazios na mesa logo sendo preenchidos pelos demais soldados, estes que juntavam-se a conversa sem nenhuma timidez ou relutância quanto as patentes dos oficiais Azai e Tadeo.
— Bem, pelo menos eu tenho uma vida fora do exército. — Retrucou o tigromem, dando de ombros. — Você não tem nenhum sonho ou objetivo para sua própria vida?
— Quanta insolência! Você quer ser fuzilado por insubordinação, senhor Maioral Tadeo?! — Disse Azai, brincalhão. Ficando sério então, com a boca ainda meio cheia de sopa e pão, concluiu: — Bem, falando sério: contento-me com estar cumprindo com meu dever para com a nação.
Uma vez que terminaram a refeição, todos, com exceção daqueles que estavam de guarda nas torres, retiraram-se ao pátio, prostrando-se em frente a um alto poste de madeira, no qual duas bandeiras oscilavam ao vento: a mais alta e maior das bandeiras sendo dividida ao meio por uma faixa negra, num lado contendo o azul com o escudo dourado de Namória, e noutro o brasão negro e branco da família real, enquanto na segunda bandeira, esta abaixo da anterior, havia o amarelo com o chacal-monarca negro, símbolo do exército do país. Lá, mais fervoroso do que qualquer um, com suas mãos direitas sobre o coração, Azai cantou o hino nacional e jurou servir ao rei e ao país, acompanhado pelos outros soldados, como faziam todos os dias.
Logo em seguida deram-se início a uma série de exercícios diários, começando com agachamentos, polichinelos, flexões, abdominais e depois algumas voltas em redor de todo o acampamento. Azai participou de todas as atividades, liderando seus homens e à frente deles, como já estava acostumado a fazer.
Então o meio-dia e o almoço chegara e passara, durante este tempo, mais uma vez, o Maioral-Mor juntando-se a seus subordinados durante a refeição, todos reunindo-se e conversando despreocupadamente sobre qualquer coisa, os soldados demonstrando, na verdade, grande apreço pelo seu superior. Apesar de rígido quando necessário, afinal, Azai era um líder estimado por seus homens, sem dar qualquer favoritismo, mesmo quanto a seu melhor amigo, quando em serviço, ou a arrogância típica dos chefes seja do que for, e seus subordinados não relutavam em aproximar-se dele, muitos seus companheiros de longa data, considerando-o um amigo próximo.
Era meio da tarde, o sol já estava alto e o ar repleto do cheiro de pólvora queimada e dos estrondosos sons dos disparos das armas. Enquanto Azai repassava pelo demorado processo de recarga de seu rifle, usando a garrafa de pólvora para preencher todos os seis espaços do tambor de sua arma com o pó, depois pondo as esferas de ferro em seus espaços e usando a alavanca da arma para enfia-las lá, o soldado observava de esguelha seus subordinados, no campo ao lado, parte fazendo o mesmo que ele, recarregando, e parte, de fato, atirando nos alvos metros à frente.
Quando finalmente terminou, com todas as balas prontas para serem disparadas, Azai não perdeu tempo: levantou o rifle a altura do rosto, fechou o olho esquerdo, centralizando a mira, e com rápidos e precisos movimentos, puxando o gatilho, movendo a arma para o próximo alvo, puxando o gatilho novamente e repetindo isso de novo por mais quatro vezes. Acertou todos os homens de palha, os alvos, explodindo seus braços e pernas de palha em milhares de pedaços e seus corações secos em tantos outros, porém ainda não tinha acabado, mesmo uma vez que o rifle já não mais tinha munição.
Jogou a arma desmunida sobre o ombro, prendendo-a as costas pela bandoleira, e sacou um revólver do coldre preso a sua axila, do espaço da esquerda, também descarregando-o por inteiro, fazendo os alvos de metal (estes mais próximos que os homens de palha) badalarem com os projéteis, acertando-os um de cada vez, logo em seguida guardando a arma, e sacando um outro revólver, este do espaço do coldre a axila direita, e disparando numa velocidade incrível outras seis balas.
Com tudo acabado em segundos, Azai voltava a recarregar suas armas, suspirando, desanimado com o longo e entediante processo de recarga que teria de fazer mais uma vez, quando ouviu um dos subordinados comentar:
— Incrível, senhor Maioral-Mor Azai, acertaste todos em cheio, e tão rápido!
Espero logo ter essa habilidade também.
— Nunca dominei as armas de longa distância, o arco e flecha, a besta ou o rifle, ou mesmo o revólver, mas eu consigo me virar. Quem sabe em mais vinte ou trinta anos você também consiga. — Retrucou Azai, sorrindo. — Agora volte ao treino. — Disse por fim, dessa vez sério. — Logo será combate a curta distância e essa habilidade eu domino com perfeição, logo, eu irei tirar o couro de vocês durante o treino. Não quero nada pior que perfeito de meus soldados!
E como dito pelo Maioral-Mor, não demorou a dar-se início as outras técnicas de combate. Uma hora depois, todos já estavam num tipo de arena, alguns lutando uns contra os outros de mãos vazias e outros com escudos, espadas e outras variadas armas de treino. Eles aplicavam os golpes impiedosamente em seus adversários, levando-os ao chão ou desarmando-os, lhes desferindo chutes, socos e pisões, agarrando-os e arremessando-os ou brandindo suas lâminas ou porretes na diagonal, na vertical ou na horizontal, visando pontos que em qualquer outra situação mataria seus oponentes. Para Azai não era diferente, além de supervisionar seus subordinados, como nos outros treinos, guiava-os e demonstrava-lhes o que e fazer como o fazer, mostrando-se, como prometera, ainda mais habilidoso no combate a cura distância e ainda mais exigente de seus subordinados.
Azai terminava de arremessar um auxiliar-de-armas (soldado três patentes inferior a sua) no chão, nocauteando-o, e recebendo uma salva de palmas dos demais soldados, quando, ao mesmo tempo, um outro homem fora derrubado a sua frente, derrotado.
— Bom trabalho, senhor, Maioral-Mor Azai! — Cumprimentou-o Tadeo, sério, coberto de suor e da poeira levantada naquele campo de treinamento.
— Obrigado. — Respondeu Azai. — Você também, Senhor Maioral Tadeo. Enquanto a você, Yago, mantenha os pés mais próximos um do outro e as mãos mais afastadas do rosto! — Continuou, indicando ao soldado que derrubara, que então levantava-se. — E concentre-se mais no ambiente ao redor, homem, você esbarrou numa outra dupla durante o treino, pelos Deuses e Santas! Numa guerra nunca deve-se tirar os olhos de seu inimigo, mas deve-se, ao mesmo tempo, prestar atenção a todo o seu redor, pois não há apenas um oponente, essa distração pode não apenas custar sua vida como também a de seus companheiros, se você continuar os atrapalhando!
— Sim, senhor Maioral-Mor Azai, entendido! — Disse o homem, ofegante. — Porém... — Continuou, fazendo a pergunta que todos os outros ali queriam a resposta, mas tinham ou vergonha ou medo para fazer a pergunta: — Porém, como é possível manter ambos os olhos no inimigo e ainda assim prestar atenção ao seu redor...?
— Use todo o potencial de sua visão, e também e sua audição e até mesmo do olfato, Yago. — Respondeu Azai, cruzando os braços. — Quando se olha para qualquer ponto sua visão concentra-se nele, mas há muito mais à frente de seus olhos. Aprenda a observar tudo isso ao mesmo tempo. E também, no campo de batalha há o tinir de aço batendo em aço das espadas e machados chocando-se, as batidas das botas contra o chão, os gritos e o cheiro de pólvora queimada, de sangue e de suor no ar. Tudo isso serve-lhe para montar um cenário em sua mente e saber, o que acontece ao seu redor. — Por fim, coçando sua barba com a mão direita, aproveitando a chance, decidiu-se: —
...Demonstrarei-lhe como o fazer. Todos, prestem atenção! Numa luta real, você pode estar em desvantagem numérica, ou em qualquer outra situação que lhe force a prestar atenção em todas as direções ao mesmo tempo. Lhes mostrarei agora como fazer isto. Tadeo, Tiago e Caleb, vocês três serão meus oponentes. Armem-se como acharem melhor.
Tiago e Caleb eram irmãos, Tiago sendo o mais velho, ambos íncubos. Tinham o
tamanho e aparência em geral parecida com a de um humano, porém ostentavam, saindo do fim de sua coluna, um longo e fino rabo negro com a ponta em forma de coração, enquanto seus cabelos e olhos eram de cor púrpura, num tom bastante escuro. Assim como Tadeo, os irmãos eram veteranos na tropa de Azai, já tendo lutado várias vezes ao lado do Maioral-Mor em batalhas reais.
Como indicado pelo Maioral-Mor, os três equiparam-se com as armas de treino: Tadeo escolhendo uma alabarda, Caleb uma cimitarra e um pequeno escudo redondo enquanto Tiago tomava para si uma longa lança e um escudo grande e retangular. Por outro lado, Azai escolhera um machado de guerra de uma mão e um grande escudo redondo.
Apesar de que os demais armaram-se cada um com o equipamento que possuíam maior afinidade, o Maioral-Mor escolhera aquela arma, porém, não porque significava que o machado não era necessariamente sua especialidade, mas simplesmente porque Azai possuía uma grande maestria com qualquer tipo de arma de pequeno e médio alcance, o Maioral-Mor não importando-se realmente com a arma que empunhava.
Uma vez que ao redor dos quatro formou-se um círculo de espectadores, os três oponentes de Azai tomaram uma distância de alguns passos entre si e começaram a avançar, encurralando o soldado aos poucos e a batalha começava.
O Maioral-Mor, correndo os olhos entre os oponentes, recuava pouco a pouco, evitando ficar cercado por três direções diferentes, até que ficou a pouco mais de um passo da plateia, tendo todos os adversários dentro de sua visão, ficando em prontidão, com o escudo levantado logo abaixo da linha dos olhos, e o machado disposto ao lado direito da face.
Após instantes de relutância, Tadeo finalmente adiantou-se contra seu superior, com uma rápida investida, visando o joelho direito do Maioral-Mor. Aproveitando-se do cumprimento de sua arma, o tigromem deu apenas alguns poucos passos adiante, ficando fora do alcance de Azai, e deixou que o cabo da alabarda deslizasse em suas mãos, impulsionando-a contra o alvo. Azai então desviou a lâmina do oponente batendo nela com seu escudo, logo em seguida avançando num pulo em direção a Tadeo, que via-se impotente sem ter sua arma a disposição. Vindo de sua esquerda e direita, porém, Caleb e Tiago atacaram-no ao mesmo tempo, investindo contra o Maioral-Mor.
Ainda fitando Tadeo, sem tirar os olhos dele, Azai levantou seu escudo, bloqueando a lança de Tiago vinda de sua esquerda, enquanto, com seu machado, golpeou a mão direita de Caleb, fazendo-o soltar a cimitarra. Ao mesmo tempo, com ambos os braços ocupados, Azai, ainda na investida contra o tigromem, desferindo-lhe então, direto no abdômen, um poderoso chute, que jogou Tadeo quase um metro para trás.
No segundo seguinte todos os três já haviam recuado, eles ainda revigorando-se,
perturbados, e então prestando o dobro de atenção a Azai, que, por trás do escudo, exibia um largo sorriso. Entre as alucinadas aclamações, os aplausos e vivas de seus subordinados, o Maioral-Mor não deu mais do que alguns segundos de descanso para seus oponentes, já tornando a avançar, disparando novamente contra Tadeo, que permanecia no centro da formação, com seus companheiros um de cada lado. Dessa vez, porém, Tadeo, Caleb e Tiago tiveram exito ao cercar seu superior, Tiago e Caleb ficando as costas e a esquerda e direita de Azai, enquanto Tadeo permaneceu a sua frente, e, mais uma vez, tentaram um ataque em conjunto. E mais uma vez falharam.
Enquanto corria em disparada ao adversário a sua frente, Azai, como tinha instruído a apenas alguns instantes, atentou-se ao mesmo tempo, como fizera na última investida dos três, nos passos e na respiração ofegante que o cercavam rapidamente, e no sibilar do ar enquanto era cortado com o impulso das armas que vinham de suas costas e jogou-se no chão, assim deslizando por baixo de todos os ataques até que, alcançando as canelas do tigromem, atingiu-as e derrubou Tadeu. Quase que instantaneamente o Maioral-Mor endireitou-se, agachando-se, e, num gesto mímico, "fincando a lâmina" de seu machado no crânio do amigo caído, "matando-o".
Logo após eliminar o tigromem, Azai, notando um momento de estarrecimento nos outros dois, ainda atônitos a sua esquiva, impulsionou-se aos berros contra Tiago, que tentou defender-se com o cabo da lança. Para a surpresa de Tiago, o que lhe atingiu fora o escudo de Azai, o que levou-o de encontro ao chão quase que imediatamente, enquanto a Caleb, era "morto" pelo machado. O irmão mais novo pensara que o golpe do Maioral-Mor seria direcionado ao parceiro e investira contra o Azai, mas também fora surpreendido quando a arma do Maioral-Mor acertou-o em cheio no peito. Por fim, antes que Tiago tivesse tempo de levantar-se, Azai passou por ele tranquilamente, deslizando seu machado por sua face e dizendo:
— "Morto".
Com a plateia eufórica com a incrível demonstração de habilidade de combate e percepção de todo o ambiente demonstrada por Azai, após alguns instantes de apreciação e uma série de perguntas, instruídos pelo Maioral-Mor, todos voltaram ao treino, agora com a motivação redobrada.
Era fim do dia, o sol já passava para o outro lado da Cordilheira Gris, deixando todo o leste, toda a Namória, coberto por sombras. Os soldados saíam do refeitório e voltavam para os dormitórios, descansando após um dia duro, preparando-se para um novo amanhã, enquanto os vigias das torres trocavam de turnos e novamente carroças e carros de boi iam de lá para cá e de cá para lá.
— Olá, senhor carroceiro João. Teve um bom dia? — Perguntou Azai, parando um homem que saía da base do exército, partindo para a cidade não muito longe dali.
— Olá, senhor Maioral-Mor Azai. Foi mais um dia de trabalho duro e bastante cansativo, mas os soldados sempre compram meus serviços e assim eu posso viver. Trabalho honesto, recompensa honesta. Foi sim, senhor Maioral-Mor Azai, foi um bom dia. — Respondeu por fim João, com o longo falatório de sempre. Continuou: — O de sempre?
— Sim, por favor.
— Cinco dotes. — Retrucou o carroceiro, virando-se em seu assento e tirando de uma caixa da carroça um rolo de papel, entregando-o para o soldado.
— Aqui. — Disse Azai, entregando o dinheiro. — Obrigado.
Deixando o carroceiro seguir seu caminho, Azai dirigiu-se até um toco de madeira, próximo a uma pilha de lenha, onde sentou-se, desenrolou o papel e pôs-se a ler o jornal que comprara. Nele, já na primeira página, uma notícia impressa com grandes letras chamou-lhe atenção. Nela dizia: "EM UMA EXPEDIÇÃO PATROCINADA POR HORAC AO 'CONTINENTE SEM NOME', É DESCOBERTO UM NOVO E ESTRANHO RECURSO: ENERGIA MÁGICA INFINITA?"
— Uau...! — Comentou o Maioral-Mor, surpreso, continuando a ler o longo texto sobre a inacreditável descoberta.
— Isso é um pouco preocupante, não acha? — Perguntou Tadeo, surgindo de repente ao lado do amigo.
— Por que você pensa assim? Isso me parece incrível! E se nossa grandiosa nação conseguisse pôr as mãos nisso, teríamos um grande progresso! Glória e prosperidade à Namória e ao seu Rei! — Retrucou Azai.
— É justamente por despertar este tipo de interesse que essa notícia é preocupante, Azai. — Disse Tadeo, melancólico.
— Você está se pensando demais, Tadeo. Não se preocupe, eu tenho certeza de que o Rei jamais tomaria uma decisão que prejudicasse seu povo.
— Espero que assim seja, Azai. Espero que jamais tenhamos de utilizar em campo de batalha, numa verdadeira guerra, as habilidades que você nos ensina...
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